sábado, 2 de maio de 2015

Doação de Órgãos: espera e esperança



            O sorriso incontido de uma pai destoa dos demais presentes na sala de espera de um hospital na capital do Estado. O ambiente, que traz consigo a sensação de doença, naquele riso aberto, converte-se em esperança.  A cena reflete o sentimento mais puro de uma família que saiu do interior do Estado onde o filho aguardava por um transplante para enfim alcançar o que mais queriam: uma nova chance de vida.
            A opção de uma outra família, desconhecida, de uma outra cidade, ao enfrentar a tragédia da perda de um ente querido, fez ressurgir vida no olhar de quem angustiava uma espera incerta por um órgãos.
            A matéria prima que constrói esperança, sorrisos e transplantes é a mesma: a solidariedade. Deixar o amor ao próximo conduzir nossas decisões sem dúvidas nos leva a um mundo melhor. A opção de doar órgãos honra a memória de quem se foi. Na hora da tragédia, certamente não é fácil escolher. Por isso é fundamental já se ter discutido o assunto em casa.
            O relatório da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos referente a 2014 mostra que o Rio Grande do Sul avança na questão dos transplantes, atingindo 20 doadores efetivos por milhão de população. O número coloca o Estado como o quinto com mais doadores do país proporcionalmente. Ainda assim, é preciso avançar muito. Números são frios. A espera por um órgão é mais fria ainda e somente a decisão das famílias pode trazer aconchego a quem aguarda na fila de transplantes.
            Cada iniciativa que visa conscientizar a população sobre a importância de ser doador é fundamental. Nada, porém, é mais relevante do que a que a atitude que cada um pode ter em casa. Converse com sua família. Deixe clara sua vontade de ser doador.
            Ao invés da espera, escolha a esperança. Escolha ser doador.

Adilson Troca
Deputado Estadual

Presidente da Frente Parlamentar de Estímulo à Doação de Órgãos

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Novela “Em Família” aborda o tema de doação e transplante de órgãos


O chef de cozinha Cadu da novela “Em Família” - interpretado pelo ator Reynaldo Gianecchini - descobriu que estava com uma grave doença crônica no coração, chamada miocardiopatia dilatada, e teve que ser submetido a um transplante. Tal problema afeta o músculo do coração e o faz aumentar de tamanho, causando insuficiência cardíaca. Nos casos mais graves, o transplante é necessário.
Trazer um tema tão importante como o da doação de órgãos para uma novela em rede nacional contribui para a disseminação do debate pelo Brasil, aumentando a informação sobre o tema. “Diferente de todos os tratamentos da medicina, o transplante requer a morte encefálica de um paciente e a autorização da doação pela família. Não existe outro caminho”, ressalta o coordenador do Programa Estadual de Transplantes(PET) do Rio de Janeiro, Rodrigo Sarlo.
O coordenador do PET acredita que todos devem fazer seu papel para que ninguém fique sem órgão quando precisar. “Ao governo cabe montar um sistema de transplantes forte e sólido, a mídia cabe promover a doação de forma positiva, e a sociedade cabe discutir essa questão nas suas casas e estimular a doação”, sugere o coordenador. Rodrigo acrescenta que abordar esse tema na novela é importante para que as pessoas discutam isso em casa e manifestem sua vontade de doar órgãos.
E para deixar as cenas do transplante mais reais, a produção da novela solicitou a ajuda das equipes do PET e do Hospital de Cardiologia de Laranjeiras. “Discutimos, ao longo da semana, como é todo o processo de transplante de órgãos. Isso deixou a cena muito próxima da realidade”, confirma Rodrigo Sarlo. Ele ressaltou que as cenas foram importantes para mostrar, principalmente, o trabalho do transporte de órgãos.
“A doação e captação do órgão não tem hora para acontecer. Assim que a família autoriza a doação começa a corrida contra o tempo, pois a única forma de retirar os órgãos do paciente com viabilidade é após a morte encefálica da pessoa e com o coração ainda batendo”, explica o coordenador do PET. É preciso retirar os órgãos antes que haja a parada cardíaca e, após a retirada dos órgãos, ainda têm um tempo até serem colocados em outra pessoa.
“É uma logística que envolve várias equipes. Por isso precisamos de agilidade no transporte. Temos veículos com giroscópio (sirene), helicópteros para longas distâncias e batedores que escoltam o carro”, completa Rodrigo. O coordenador informa que cada órgão tem um tempo para serem colocados em outra pessoa. O coração dura de quatro a cinco horas fora do corpo, o fígado pode ficar até 12 horas, já o rim pode atingir até 40 hora.

terça-feira, 25 de março de 2014

Todo mundo pode ter uma segunda chance


Clipping do Comunicadores:

Ligo nos noticiários  e quase sempre vejo que aconteceu algum acidente de trânsito onde a principal causa é a imprudência. E em casos raros, as pessoas que se envolvem nesses acidentes saem ilesos.

“Almost”  é o título da Campanha da ATX – Associação de Pacientes Transplantados da Bahia, criada a partir de uma pesquisa feita com cenas reais captadas por câmeras de segurança em todo mundo. O filme mostra pessoas que quase perderam suas vidas, mas o destino lhes deu uma segunda chance.
Com o conceito “Todo mundo pode ter uma segunda chance”, o filme faz uma associação com as pessoas que estão nas filas dos transplantes, mostrando que quando nos tornamos doadores de órgãos, também podemos dar uma segunda chance para alguém.
A criação é da Propeg de Salvador.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Soergs torna-se parceiro da Frente Parlamentar de Estímulo à de Doação de Órgãos



Fazer a diferença na vida de quem sofre nas filas de espera por transplantes. Este é o objetivo da Frente Parlamentar de Estímulo à Doação de Órgãos, coordenada pelo deputado estadual Adilson Troca, que angariou, nesta quarta-feira (09,) um novo parceiro: o Sindicato dos Odontologistas no Estado do Rio Grande do Sul. O presidente do Soergs, Andrew Lemos Pacheco, garantiu o apoio do grupo à causa.

Para Adilson Troca trata-se de uma congregação de forças em favor da vida. “Doar órgãos é um gesto de amor ao próximo. Queremos levar mais informações para a população, para que as pessoas sofram por menos tempo nas filas de espera por transplantes. Agradecemos ao Andrew pelo apoio pois sabemos do trabalho que o Soergs realiza e sua grande inserção na sociedade”, explica.


A Frente Parlamentar reúne entidades parceiras para discutir e implementar ações em favor da Doação de Órgãos. Cada um contribui da sua maneira. Nos últimos anos o Rio Grande do Sul avançou na doação, atingindo 18,56 doadores por milhão de habitantes. Mais informações sobre o funcionamento da Frente Parlamentar, da Campanha de Doação de Órgãos e das entidades parceira podem ser acessadas em www.serdoador.blogspot.com e no http://www.facebook.com/soudoador.